Sou Bruno Lazarin Koch.
Ingressei no Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina no ano de 2006, ao concluir o Curso de Formação de Soldados realizado no Centro de Ensino Bombeiro Militar – CEBM, em Florianópolis. Após formado, fui transferido para a região do 6º Batalhão de Bombeiros Militar em Chapecó.
Com apenas dois serviços na sede do batalhão, fui novamente transferido. Dessa vez, para o Grupo de Bombeiros Militar em Modelo – GBM de Modelo. A região de circunscrição do GBM de Modelo contava ainda com os municípios de Sul Brasil e Serra Alta. Uma região pequena, com baixo volume de ocorrências e, principalmente, com dificuldades de efetivo e equipamentos.
Em grande parte do tempo em que servi na OBM de Modelo, trabalhei sozinho. Foram quase quatro anos trabalhando apenas com o apoio de bombeiros comunitários no período da noite. Ou ainda, em situações graves durante o dia, precisava buscá-los no trabalho ou em outros afazeres para não chegar sozinho em ocorrências.
A situação impôs a necessidade de jamais parar de estudar e de estar preparado para todas as possibilidades de atendimentos. Pois, o reforço mais próximo chegava após uma espera de dez minutos (dependendo do local da ocorrência). Mesmo não conseguindo resolver por completo algumas ocorrências, ao menos a fase inicial precisava do adequado dimensionamento. O início da carreira como praça foi realmente assustador, pairando o medo de não conseguir dar o devido atendimento que tanto se espera do corpo de bombeiros.
Em 2011, fui promovido à graduação de cabo por ato de bravura após o atendimento numa ocorrência de incêndio em residência envolvendo suicida. Fiquei alguns meses na graduação de cabo, sendo aprovado no concurso para o Curso de Formação de Oficiais do CBMSC.
Permaneci na Academia de Bombeiro Militar – ABM de 2012 a 2014. Declarado aspirante a oficial, fui transferido para o 11º Batalhão de Bombeiros Militar em Joaçaba. Comandei interinamente a 3ª Companhia de Bombeiros Militar de Capinzal por um ano e a 1ª Companhia de Bombeiros Militar de Joaçaba por três anos.
Em janeiro de 2019, fui transferido para o 6º Batalhão de Bombeiros Militar em Chapecó. Comandei o pelotão da sede do batalhão e durante um período curto, o pelotão de bombeiros do aeroporto Serafim Enoss Bertaso.
Nos dois batalhões, 6ºBBM e 11ºBBM, sempre atuei na função de chefe do B-3, a seção de ensino, instrução e operações da corporação. Mantive um contato próximo com formação de bombeiros, cursos e treinamentos. Apoiei os batalhões na realização dos quatro desafios estaduais de resgate veicular (17,18,19 e 21), dois desafios nacionais de resgate veicular (17 e 22), dois Rescue Days (18 e 21) e um Holmatro Rescue Experience (19).
Em 2022, assumi funções administrativas e de assessoramento no Comando-Geral do CBMSC. Na sequência, em 2023, fui transferido para a Diretoria de Instrução e Ensino da corporação, especificamente na Divisão de Educação a Distância. Permaneci na DIE até meados de junho de 2023, quando fui transferido para o Centro de Ensino Bombeiro Militar- CEBM, assumindo a função de comandante do pelotão do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças – CFAP.
Desde 2014, sou membro da Comissão Nacional de Salvamento Veicular – CONASV. Desde 2016, sou membro e assessor (avaliador) da Associação Brasileira de Resgate e Salvamento – ABRES. Minha formação no resgate veicular contempla cursos e treinamentos oferecidos dentro do CBMSC, além de cursos e treinamentos realizados nos Estados Unidos (Instrutor Master em Resgate Veicular Holmatro), Alemanha (Rescue Days Heitersheim e Berlim) e Portugal (Método SAVER). Participei também de curso ofertado pela Organização Mundial de Resgate – WRO em São Paulo, o qual habilitou minha participação como avaliador em competições de resgate veicular.
Sou instrutor e conteudista de resgate veicular, além de integrante da Coordenadoria de Resgate Veicular do CBMSC.
Em decorrência da proximidade com a CONASV e ABRES, participei de dezenas de cursos e desafios de resgate veicular em apoio às mais diversas organizações e corporações. Embora tenha me habilitado como assessor de comando, já atuei em eventos com assessor técnico e principalmente como desenvolvedor e montador de cenários das manobras.
Nos últimos anos, tenho me dedicado ao processo de formação de equipes de alto rendimento na área de resgate veicular. Coordenei a Equipe Alpha 11 de Joaçaba, equipe campeã estadual e nacional que participou dos desafios mundiais de resgate na Romênia (17), África do Sul (18) e França (19). Na sequência, apoiei em outro processo de desenvolvimento de equipe – a Condá Rescue Team de Chapecó. Equipe bicampeã estadual e nacional que participou do desafio de resgate em Luxemburgo (22), Espanha (23) e classificada para o evento de Portugal (24).
No próximo post, vou explicar o porque optei em buscar especialização no resgate veicular.
Até breve, resgatista!

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